Crônica de domingo, 19 de fevereiro de 2017: Lembranças na madrugada insone.

Crônica de domingo, 19 de fevereiro de 2017: Lembranças na madrugada insone.


Tem gente que passa pela nossa vida quase sem deixar rastro... às vezes fica apenas uma frase, uma emoção.

Numa ida a São Luiz do Maranhão, meu sogro, Odylo Costa, filho, foi apresentado a um pretendente a poeta de nome Viriato. Depois de ler uns escritos seus, gentil como era, disse:
-- Se um dia for ao Rio, me procure...


Quanta irresponsabilidade!, diria meu pai... O rapazinho foi, não só o proc...

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Crônica de domingo, 25 de dezembro de 2016: Endomingada

Crônica de domingo, 25 de dezembro de 2016: Endomingada


Depois de uma deliciosa ceia de Natal em casa de meus primos Beth e Milton, com Lulu, Rafael e Júlia, isto é, privando, por puro
privilégio e amor, da intimidade de sua pequena família, acordei absolutamente endomingada. Sabem o que é isso? Vontade de ficar na cama o dia inteiro, de não tirar o pijama nem por um decreto, assistir ao que estiver passando na televisão, mesmo que não seja o program...

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Crônica de domingo, 18 de dezembro de 2016: Festas

Crônica de domingo, 18 de dezembro de 2016: Festas

Chegou o período de festas, com ele as minhas saudades redobradas.

Na minha casa de menina e de mocinha, festejava-se muito. Natal e Ano Novo eram especialmente comemorados. Ia escrever: eram sagrados, mas ficaria ainda mais religioso, o que numa casa de materialistas (comunistas e anarquistas) parece incoerente.
Quando papai dizia que o seu materialismo não o limitava, isto tinha a ver não só co...

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Crônica de domingo, 11 de dezembro de 2016: Breve apontamento sobre a gula

Crônica de domingo, 11 de dezembro de 2016: Breve apontamento sobre a gula


Breve apontamento sobre a Gula

Dos chamados pecados capitais, o meu preferido é a Gula. Adoro! Ela está só uns passinhos adiante da luxuria e da preguiça, na minha predileção. Dos demais nem quero saber, não se coadunam com o meu caráter. A tal da inveja branca, do bem, que tanto apregoam, é conversa mole para boi dormir, a meu ver é coisa horrorosa, que faz muito mal. Eu quando invejo (mas é ra...

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Crônica de domingo, 4 de dezembro de 2016 (já!): Uma carta

Crônica de domingo, 4 de dezembro de 2016 (já!): Uma carta


Penso que sou cronista por causa das coisas incríveis que me acontecem, ou que acontecem com os outros e eu fico sabendo. Não preciso inventar novidade, elas vêm até mim. Vejam o que aconteceu nas duas últimas semanas.
Estou dando conta de uma enorme caixa de cartas que tinha guardado no meu depósito. Não cheguei ainda nem na metade, e já estou certa de que são as últimas que chegaram em Paris, ...

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Crônica de Domingo, 27 de novembro de 2016: Drops saborosos de Juca, meu mano, e a extraordinária comemoração do dia em que fez 69!

Crônica de Domingo, 27 de novembro de 2016: Drops saborosos de Juca, meu mano, e a extraordinária comemoração do dia em que fez 69!


Parte I: Alguns drops saborosos de Juca, meu mano adorado.

-- Quando é seu aniversário, João?

-- Finte cinco de nofembrrrrro...

Pois é, Juca aprendeu a falar no exílio, e sua primeira língua foi o francês, seguida de perto do português, com sotaque carregadíssimo. Fala lindamente o francês até hoje, mas perdeu, na língua pátria, o sotaque do Claude Troigros.


Pouco tempo depois aprendeu uma terceira...

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Crônica de domingo, 19 de novembro de 2016: Tudo junto e misturado... em drops

Crônica de domingo, 19 de novembro de 2016: Tudo junto e misturado... em drops


Semana cheinha essa, de trabalho, de viagens, de notícias bombásticas, de providências burocráticas difíceis (logo eu, que como meu amigo João Ubaldo, sou incapaz e me embanano toda com elas) e, felizmente, de carinho.

Começo pelo fim, uma coisa de sexta feira que merece retificação, é o...

Drops da informação truncada:

Sempre assisto o jornal das 10 da noite da Globo News. Gosto dos comentaristas...

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Crônica de Domingo, 30 de outubro 2016: Memorial do Amor

Crônica de Domingo, 30 de outubro 2016: Memorial do Amor


Esta semana está braba, difícil, bruxas soltas, e o xale da doida, como diria Maria Sampaio, enrolado em meu pescoço, bem apertado, como a jibóia Débora no pescoço de minha sobrinha Maria João.


-- Cuidado, minha filha, se ela começar a te apertar, tira rápido...
Mamãe preocupada com a neta.
-- Já começou a apertar, vó!
Saiu rindo, certa do controle que tinha.

A doida está puxando o raio do xale, e e...

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Crônica de domingo, 23 de outubro de 2016: Os compadres

Crônica de domingo, 23 de outubro de 2016: Os compadres


Contame cuentos, comadre... dizia Pablo Neruda a sua comadre Zélia Amado, a cada vez que se encontravam por este mundo.
Vou contar-lhes un cuento, como fazia minha mãe a meu padrinho. Un cuento sobre a amizade, onde a paz, a luta e o amor foram elementos primordiais.

Começo no ano de 1945. No Brasil, a ditadura do Estado Novo, por força das derrotas de Hitler, tornava-se mais branda. Getúlio Varg...

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Crônica de Domingo, 16 de outubro de 2016: A toutinegra do moinho

Crônica de Domingo, 16 de outubro de 2016: A toutinegra do moinho


para Auta Rosa de Calasans Neto

Estou eu pintando o cabelo no salão, quando toca o celular. Vejo que é Auta Rosa de Calasans Neto, minha amiga que é viúva do grande artista plástico Calasans Neto. Como temo melar o telefone com a tintura, escrevo uma mensagem e ligo mais tarde.
O assunto era urgentíssimo, ela precisava me contar um caso momentoso sucedido com ela e meus pais há muitos anos. A urg...

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